segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Turma 301 - Como apagar incêndios

     Certa vez, na floresta, iniciou-se um forte incêndio que foi devastando cada vez mais a flora e a fauna locais. O passarinho, desesperado, voou velozmente ao rio, sorveu algumas gotas com o seu pequeno bico e foi despejando aquele pouco de água sobre o incêndio. Os outros animais olhavam a cena ironicamente, achando que jamais o passarinho pudesse apagar o incêndio.
     Já nas cidades, os médicos vão à sua rotina de trabalho atender os pacientes para que eles tenham saúde, os engenheiros iniciam seus projetos para a construção de moradias para as pessoas terem seu próprio lar, os atendentes vendem suas roupas e os advogados defendem os inocentes.
       A semelhança entre as duas histórias é que ambas são compostas por um grupo de seres pensantes, que têm um devido papel a cumprir com os outros. Esse papel, chamado responsabilidade social, é a base para o bom funcionamento da sociedade. A partir do momento em que os seres humanos iniciam sua vida, eles passam a ter o compromisso de fazer a sua parte para que o mundo se torne melhor. Esse compromisso é tão importante que, quando descumprido, traz problemas para a sociedade. E é por isso que existem leis e regras que asseguram a população de que devem obedecer rigorosamente a essa responsabilidade.
      O ser humano criou um sentido para a vida: viver e fazer a sua parte. Quando todos se preocupam com isso e exercem a sua responsabilidade, as coisas passam a funcionar melhor. Se cada um se sujeitasse a sorver algumas gotas com o seu próprio bico e despejasse a água sobre o fogo, imagine quantos incêndios poderiam ter sido apagados.


Texto elaborado pelo aluno Adam Altenhofen.

Turma 201 - FIM DO ESPETÁCULO

      Ganhando cada vez mais espaço na mídia e no conhecimento do povo, os shows de “stand up” são a nova sensação do momento: situações do dia a dia transformadas criativamente em piadas e descontração. Há quem resista, mas é quase impossível não achar graça desses comediantes que, de cara limpa, conseguem fazer seu trabalho no improviso dos holofotes. Estes espetáculos estão tão populares agora no Brasil, que estão surgindo novos talentos da comédia a cada dia.
     Lamentosamente, hoje há professores lecionando, em escolas do Estado, comprimidos, junto com seus alunos, em contêineres, estes a substituir salas de aula temporariamente. Justificativa para esse absurdo? A verba do Governo destinada à Educação, prioridade para toda criança e jovem, é insuficiente para suprir as condições básicas de estudo, como uma sala de aula adequada. Está certo que, entre frequentar aula em péssimas condições e não frequentar aula, a 1ª opção ainda é a mais viável. Mas, lastima-se que, enquanto os Senhores Ministros usufruem de todo seu salário e outros lucros obscuros com todo conforto, as possíveis futuras esperanças do Brasil são submissas a condições escassas nos estudos.
     A politicagem praticada por esses agressores da Educação chega perto de um show humorístico (para eles): nós somos os espectadores, esperando pelo melhor dos Senhores do Governo, estes que insistem em fazer piada e levar tudo na brincadeira, descaradamente, diante de nós, até mesmo diante de suas obrigações. Está na hora desse espetáculo ter um fim.
 
 Texto elaborado pela aluna Luciana Heit Barbosa, da Turma 201, a partir do editorial do Jornal Zero Hora do dia 07 de novembro de 2011 “Escolas improvisadas”.